Sabado enquanto estive de passagem por um lugar que muito me agrada (Saraiva Megastore), vi a versão original de um clássico... Le Petit Prince, Antoine Saint-Exupèry
O Legado de Saint-Exupèry na forma do "O Pequeno Principe", "Terra dos Homens" e alguns outros, é um convite para a reflexão. Há alguns que leem o primeiro livro apenas uma vez quando criança, e, infelizmente acabam não absorvendo a profundidade do mesmo.
Não são apenas as frases célebres, "Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas", "O essencial é invisível para os olhos" que, dentro da história criam esse sentimento... A cada releitura do livro, acabo percebendo nuances que não percebera na leitura anterior.
"Terra dos Homens" tambem possui sua profundidade...
"Aterrissei na doçura da tarde. Punta Arenas! Fico parado junto a uma fonte e olho as moças. Assim, tão perto da beleza dessas moças, sinto ainda melhor o mistério humano. Em um mundo em que a vida se une tanto à vida, em que as flores amam as flores no leito dos ventos, em que o cisne conhece todos os cisnes, só os homens constroem a sua solidão. Entre um e outro homem o espírito reserva um estranho espaço. Um sonho de moça a distancia de mim. Como atingi-la Que posso saber dessa moça, que volta para casa a passos lentos, os olhos baixos, sorrindo para si mesma, cheia de descobertas e mentiras adoráveis? Com os pensamentos, a voz e os silêncios de seu amado ela construiu um Reino -- e desde então, para ela, fora desse Reino todos são bárbaros. Mais do que se estivesse em outro planeta, ela está isolada de mim em seu segredo, em seus costumes, nos murmúrios encantados de sua memória. Nascida ontem dos vulcões, da relva, do sal dos mares, essa moça já é meio divina."
"Mais uma vez andei ao lado de uma verdade sem compreende-la. Pensei que estava perdido, pensei que havia chegado ao fundo do desespero. E, uma vez aceita a renúncia, conheci a paz. Em horas assim, parece que um homem descobre a si mesmo e se torna seu próprio amigo. Nada mais prevalece contra um sentimento de plenitude que satisfaz em nós não sei que necessidade essencial que nem sabíamos possuir. ... Não sabemos prever o essencial. Cada um de nós conheceu as alegrias mais ardentes onde nada as prometia; elas deixaram em nós uma tal nostalgia, que temos saudades até de nossas misérias, se foram nossas misérias que as permitiram."
Onde temos buscado a profundidade em nossa leitura contemporânea?
Há ainda, nos tempos de hoje, pessoas com tal sensibilidade da alma?
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